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13 de fevereiro de 2012

ESCORREGAS

Escorregas que já não escorregam



Tantas vezes subi aquelas escadas,
Para escorregar ao descer,
Tantas brincadeiras inacabadas
com a chegada do anoitecer ...







As escadas faziam-nos subir ao topo do escorrega,
para escorregarmos;
Agora,
temos o escorrega a ajudar-nos a subir as escadas,
para apoiarmo-nos.



Sinais dos tempos.

zeca

30 de julho de 2007

O Jogo da Macaca

NA Rua existiam dois jogos da macaca em pedra; Um no jardim das meninas e outro no jardim dos meninos, mas também era desenhado na estrada com uma qualquer pedra que servisse para a riscar. Se desenhado, numeravam-se as casas, normalmente, de 1 a 8.
No início do jogo, lançava-se a pedra, normalmente lisa, para a casa número 1, no entanto se a pedra tocasse no risco ou saísse para fora, perdia-se a vez, dando lugar ao jogador seguinte. Caso a pedra ficasse dentro da casa, fazia-se o percurso para a apanhar. Esse percurso consistia em saltar ao pé-coxinho de casa em casa, excepto na tal onde se encontrava a pedra. Nas casas quatro e cinco e nas sete e oito, saltava-se com os dois pés ao mesmo tempo. Chegando às casas sete e oito saltava-se, rodando no ar sobre si mesmo e caindo nas mesmas casas.Reiniciava então, o percurso inverso até chegar à casa anterior daquela que tinha a pedra para a apanhar, equilibrando-se apenas num pé. Depois fazia-se o restante com a pedra na mão até ao início.
É de salientar que quando perdíamos numa determinada casa e quando voltávamos a jogar, era dessa casa que se recomeçava. Finalmente, terminado este percurso, íamos ao contrário isto é, de costas; atirava-se a pedra, e caso se acertasse no interior de uma casa, assinalava-se com uma cruz, e colocava-se o nome de quem atirou a pedra.
Caso contrário cedia-se a vez a outro jogador(a). Nas casas que já estiverem assinaladas, só o jogador que lá tivesse o nome é que as podiam pisar.
Também tínhamos de fazer o percurso de olhos fechados, perguntando “Queimei ?” e alguém tinha de dar uma ajuda para evitar que “queimasse” a linha para assim, poder fazer o restante percurso.Este jogo era praticado por meninos e meninas dA Rua em qualquer altura do dia e era uma maneira simples e divertida de passar o tempo junto das nossas casas.
A foto exemplifica a forma como as crianças, como nós éramos, se divertiam a jogar.
zeca

19 de junho de 2007

Danos colaterais

Durante muitas horas, dias e anos jogamos futebol no “jardim dos meninos” o que fez com que a relva fosse cortada, rapada e arrancada de vez do campo de jogos. O dito campo era polivalente pois permitia jogar com duas balizas (árvores), a de cima e a de baixo, e apenas com uma, a dos ferros. No campo secundário o esquema era idêntico isto é: podíamos jogar com dois bancos, digo balizas, ou só num (os bancos do jardim faziam de balizas; entre o chão e as primeiras traves deste com os seus pés de ferro nascia um rectângulo – a baliza).
Os jogos eram animados excepto quando chegava o Miguel Bastos, que pertencia aos calmeirões. Naquele tempo existiam dois grandes grupos: nós e os calmeirões. Pese embora o facto de nós sermos mais eles eram maiores.
Quando chegava o Miguel e nós já estávamos a jogar ele queria jogar sempre e quando nós oferecíamos alguma resistência ele dizia em tom alto “OU JOGO EU OU NÃO JOGA NINGUÉM”. Entretanto apanhava a bola e ficava no meio do campo a aguardar a nossa decisão. Malandro ! Bem, que remédio havia? O único: o Miguel jogava.
Apesar disso, com algumas caneladas e nódoas negras, continuávamos a jogar todos os dias e bem ou mais ou menos bem porque num remate transviado para a baliza de baixo, o Miguelinho faz com que a bola vá embater no painel publicitário do Sr. Adelino, partindo-o.
Noutro jogo, desta vez na baliza dos ferros, o Luís Torres chuta para golo... mas a bola foi bater violentamente na janela do Fernando Finuras fazendo com que o bacalhau que estava de molho ficasse “com todos”, com todos os vidrinhos da janela. Despreocupado, o nosso atleta só dizia que tinha um seguro que pagava aquilo, “vamos voltar a jogar”.
Tempo fantástico com jogos de primeira classe cheios de “suspense” pois nunca sabíamos quando aparecia o Miguel Bastos ou outros danos colaterais aos nossos jogos.

Zeca

20 de março de 2007

Uma Missão Arriscada

Além do seu estádio principal - a Malaca -, o K-304 tinha vários campos de treinos. O mais utilizado, até porque estava mesmo à porta, era a praceta frente aos números 5 e 6. Um relvado tratado por uma fiel equipe de jardineiros que, de tempos a tempos, por lá passavam algumas horas: no corte da relva, na rega, nos arranjos florais. Um mimo que todos nós tratávamos de degradar, dada a intensidade dos treinos.
O espaço era bonito e apetecível: alguns bancos de madeira para instalação das claques e mirones, também das meninas, claro está; árvores que uma mente visionária plantou já na perspectiva de utilização como futuras balizas e mesmo uma “instalação” em ferro, que poucos utilizaram como diversão, mas que dava mesmo jeito para testar os reflexos dos guarda-redes.
Parecia tudo perfeito. Mas não era verdade!
No centro do “campo” existia um arbusto, conhecido pelos “picos”. Era terrível. Os tais picos furavam as bolas que lá batessem e, em caso de jogadas mais enérgicas, todos nós sentíamos na pele a dureza dos ramos. Uma chatice!
Mas, para grandes males, grandes remédios e só havia uma solução: cortar o mal pela raiz. Assim se pensou, assim se executou.
Numa noite de Março de 1975, em pleno PREC, eu, o Zé Paulo, o Finuras e o Rolão partimos para a missão: vigias nas esquinas e serrote apropriado. Alguns minutos depois os “picos” tinham passado à história. Um sucesso devidamente comemorado noite dentro.
No dia seguinte, à hora do almoço, no regresso do D. João, o cenário não podia ser pior: polícia municipal, jardineiros, encarregados da Câmara, enfim, uma catástrofe.
Alguém tinha assistido a tudo. Quem? A “sopeira” do A…. que “bufou” tudo ao amante, nem mais nem menos que o terrível “cenoura”, encarregado dos jardineiros. O caldo estava entornado!
O resultado foi o pagamento da “coima”, cujo comprovativo sobreviveu até hoje!
Valeu a pena!
tó-zé

13 de março de 2007

O que é o K? Secção Masculina

Secção Masculina ( Jardim dos Rapazes ) – Polidesportivo onde decorriam as actividades de ginástica, jogo da macaca, escalada, badmington, voleibol, escondidas, apanhada, Boxe, paintball. Proporcionou também treino específico de actividades paramilitares, luta livre – demasiado livre por vezes, o que vale é que já tínhamos quota na Cruz Verde, tiro com pressão de ar, manuseamento de chicotes, dardos e facas, saltos de muros e escadas, actividades cinófilas, etc…
Vamos lá tentar caracterizar.
Ginástica acrobática – barra fixa e argolas, numa estrutura porticada que também serviu de rede de voleibol, tabela de basquete e de baliza. Mais um aspecto em que o K foi percursor, esta tabela, baliza, rede, etc… estava devidamente fixada ao solo como hoje é exigido, ao invés das das escolas que eram arrastadas pelos alunos sempre que era necessário configurar o campo de jogos. Aguardamos ansiosamente o envio por parte dos amigos de fotos onde se veja esta estrutura, também apelidada de “os ferros” - que falta de originalidade…
Movimentos no solo - mortais, flic-flac´s, rodas, etc…
Saltos de cavalo – por cima dos bancos, ou do muro para os mais destemidos. Alguém ficou com os dedos dos pés partidos – acho que dos dez só escaparam três - um Verão inteirinho, alguém consegue lembrar-se do apelido dele? Se sim enviem para o n/e-mail.
Escalada – Várias modalidades:
1. ligeira – pés no soco do muro e mãos no rebordo das aberturas, percurso entre o escorrega e o nº 3 da João Bastos;
2. arriscada – entre o muro e a janela da Carmo
3. profissional – entre o muro do barracão, já desaparecido, e a moradia ao fundo da Martins Barata. Este último troço ainda existe, se calhar devíamos pedir a sua classificação, para preservação da memória, just kidding…

Jogos Sem Fronteiras – recriação dos originais em versão caseira com percursos de perícia, força, coordenação motora, etc… bons momentos quer a idealizar, quer a brincar.
Artes Dramáticas – bom teatro e ao vivo. Não vi mas teve boa crítica a peça em que dois “assaltantes” devidamente coreografados assaltaram um amigo à porta de sua casa para grande susto deste.
Boxe e artes marciais – não existiam treinos com hora marcada, mas quando chegava a hora, era ver o entusiasmo com que nos aplicávamos – birras, soluços, muito amuo e felizmente poucas mossas. Aparecia sempre uma bola de futebol que aplacava os ânimos e fazia esquecer a origem da refrega. Por vezes quando o treino chegava ao fim ninguém se lembrava da origem. A roupa lavada das famílias do rés do chão servia não raras vezes de punching ball e então era ver o entusiasmo desses familiares em acabar com o treino, para dar início às sessões de belcanto.
Futebol – muito diversificado futebol de 2,3,4,5, 6, 7, etc…- por vezes mais, quando entravam os proprietários das vidraças, sempre presentes na memória dos mais entusiastas da brincadeira. Balizas pequenas – leiam-se os bancos, ou balizas grandes árvores junto ao cabeleireiro e junto às janelas da Cristina e da Rita. “Pedrinha, pedrinha para não dar à madrinha” para ver quem escolhe as equipas.
Actividades Cinófilas – Este foi um dos projectos com mais piada, o cão comunitário.
Quem não se lembra do Butxinho? O cão radical que saltava o muro, competia com os carros em corrida – não poucas vezes com prejuízo da sua integridade física – e que fomos obrigados a licenciar e a vacinar, sob pena de o canil lhe deitar a unha. Boa ajuda nos deu a Maria, lembram-se dela sempre com uma bata branca?
Nesta secção também se promoviam os jogos de sociedade, berlinde, bisca, sueca, king, lerpa, canasta, eu sei lá…Mas sobre este tema vou aguardar uma oferta que já alguém fez.

Jinhos p´as meninas e caneladas p´os meninos
Milhano