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6 de abril de 2012

PÁSCOA

Se conseguires encontrar o caminho que o coelho tem de fazer até ao cesto dos ovos ...



Então tem uma BOA PÁSCOA !

zeca
.

19 de janeiro de 2012

1, 2, 3 macaquinho do Chinês

Este é um dos jogos que, se parar para pensar, me traz à memoria a alegria de ter sido criança.

Jogavamos no passeio que encostava aos prédios Nos 3 e 5 da Rua João Bastos e utilizávamos o muro que separa o passeio da estrada para colocar um de nós, virado para a parede e de costas para os outros, a contar:

“Um, dois, três, macaquinho do chinês”

e rapidamente se virava para ver se apanhava alguém.


Os outros ficavam afastados e por detrás de um risco desenhado no chão, por um pedaço de tijolo; enquanto ele(a) dizia a frase a escassos 20 cms do muro, os outros tentavam avançar na sua direcção, rapidamente mas sem serem vistos pelo “macaquinho do chinês” pois quem for visto a mexer-se, voltava para trás do risco e começava de novo.

Quem tivesse a sorte de não ser visto, ainda tinha de aguentar o facto de o macaquinho ir ao seu encontro e fazer uma qualquer macacada para ver se um de nós se desmanchava a rir e voltava assim ao ponto de partida.


O primeiro a chegar e a tocar no muro sem ser visto pelo macaquinho, ganha e fica o próximo a contar:

“Um, dois, três, macaquinho do chinês”.


zeca

7 de setembro de 2007

Volei em Belém


O maior torneio nacional de volei em relva volta já nos dias 29 e 30 de Setembro nos jardins Vasco da Gama e outros locais de Belém. As inscrições estão abertas em todos os escalões etários. Mais informações e regulamentos, aqui.


tó marques

24 de agosto de 2007

Futebol "Sarjeta"

É um nome um tanto ou pouco “sui generis”. No entanto, teoria à parte, houve um tempo em que este tipo de entretenimento fazia furor nos elementos masculinos dA Rua. Todos queriam jogar.
Foi um jogo inventado não se sabe bem por quem, mas derivou do facto de juntar a necessidade ao engenho. Somos uns idiotas.
As sarjetas faziam de balizas e a bola utilizada era uma de ténis.
As balizas ou melhor, as sarjetas, estavam entupidas com pedras, terra e outros, agora não relembrados.
De cada um dos lados da estrada, a Rua João Bastos, existiam sarjetas e estavam praticamente frente a frente o que permitia, desenhar uma linha ao longo da estrada, o meio campo, e formar as equipas. Cada equipa possicionava-se no seu campo, não sendo permitido passar o meio do campo e o jogador só podia chutar, rematar ou empurrar a bola com o pé, dando apenas um só toque na bola mas a mesma tinha que, em primeiro lugar bater no passeio da nossa baliza ou então imobilizar-se antes para evitar que os jogadores da equipa adversária impedissem o percurso da bola.
Junto algumas fotas do campo e das balizas.
zeca

8 de agosto de 2007

O Jogo do Lenço

Era necessário um determinado espaço para o jogo se desenrolar e muitas das vezes era A Rua João Bastos que fornecia esse espaço.
A rapaziada dividia-se em duas equipas e existia alguém que ficava no meio delas a dirigir o jogo, era a mãe.
No espaço em que decidiamos jogar, traçavamos duas linhas distanciadas uma da outra, como se o campo fosse rectangular, ficando cada equipa num extremo do campo e sensivelmente a meio, ficava alguém com o lenço na mão a dirigir o jogo, a mãe.
A Carmo, a Lurdes, a Becas, o Milhano, o Lico, a Xana, o Pedro e os demais que todos conhecem, formavam então as equipas e cada um, na sua equipa, tinha um número que era atribuído secretamente, sem a outra equipa saber.
A mãe chamava então um qualquer número e os jogadores de ambas as equipas que tinham esse número, corriam o mais rápido que podiam para agarrar o lenço sem serem apanhados pelo jogador da outra equipa.Se nenhum conseguisse tirar o lenço da mãe em determinado tempo decidido por esta então, a mãe chamava outro número e lá tinhamos mais dois jogadores a correr e a juntarem-se ao grupo que já lá estava.
Desse grupo, quem conseguisse tirar o lenço à mãe sem ser tocado por um jogador adversário, podia correr para a linha da sua equipa e ganhava um ponto ou para a linha da equipa adversária e ganhava o dobro dos pontos. Se fosse tocado por um dos jogadores desse grupo mas da outra equipa então perdia um ponto.
Após se atribuir os pontos o lenço voltava para a mãe e o jogo recomeçava.
A mãe pode, em vez de chamar um número, gritar “fogo” e todos os jogadores de ambas as equipas correm ao mesmo tempo para tentarem apanhar o lenço. Se gritar “água”, ninguém se pode mexer. Se alguém se mexer, conta um ponto para a outra equipa. Se a mãe chama um número e acrescenta a palavra “vinagre”, os jogadores chamados terão de se deslocar ao pé-coxinho. Caso chame um número e diga “vinho”, os jogadores deslocam-se saltitando.
Há mães muito más.
Anexo um desenho, de minha autoria, exemplificativo do jogo.
zeca

30 de julho de 2007

O Jogo da Macaca

NA Rua existiam dois jogos da macaca em pedra; Um no jardim das meninas e outro no jardim dos meninos, mas também era desenhado na estrada com uma qualquer pedra que servisse para a riscar. Se desenhado, numeravam-se as casas, normalmente, de 1 a 8.
No início do jogo, lançava-se a pedra, normalmente lisa, para a casa número 1, no entanto se a pedra tocasse no risco ou saísse para fora, perdia-se a vez, dando lugar ao jogador seguinte. Caso a pedra ficasse dentro da casa, fazia-se o percurso para a apanhar. Esse percurso consistia em saltar ao pé-coxinho de casa em casa, excepto na tal onde se encontrava a pedra. Nas casas quatro e cinco e nas sete e oito, saltava-se com os dois pés ao mesmo tempo. Chegando às casas sete e oito saltava-se, rodando no ar sobre si mesmo e caindo nas mesmas casas.Reiniciava então, o percurso inverso até chegar à casa anterior daquela que tinha a pedra para a apanhar, equilibrando-se apenas num pé. Depois fazia-se o restante com a pedra na mão até ao início.
É de salientar que quando perdíamos numa determinada casa e quando voltávamos a jogar, era dessa casa que se recomeçava. Finalmente, terminado este percurso, íamos ao contrário isto é, de costas; atirava-se a pedra, e caso se acertasse no interior de uma casa, assinalava-se com uma cruz, e colocava-se o nome de quem atirou a pedra.
Caso contrário cedia-se a vez a outro jogador(a). Nas casas que já estiverem assinaladas, só o jogador que lá tivesse o nome é que as podiam pisar.
Também tínhamos de fazer o percurso de olhos fechados, perguntando “Queimei ?” e alguém tinha de dar uma ajuda para evitar que “queimasse” a linha para assim, poder fazer o restante percurso.Este jogo era praticado por meninos e meninas dA Rua em qualquer altura do dia e era uma maneira simples e divertida de passar o tempo junto das nossas casas.
A foto exemplifica a forma como as crianças, como nós éramos, se divertiam a jogar.
zeca

19 de junho de 2007

Danos colaterais

Durante muitas horas, dias e anos jogamos futebol no “jardim dos meninos” o que fez com que a relva fosse cortada, rapada e arrancada de vez do campo de jogos. O dito campo era polivalente pois permitia jogar com duas balizas (árvores), a de cima e a de baixo, e apenas com uma, a dos ferros. No campo secundário o esquema era idêntico isto é: podíamos jogar com dois bancos, digo balizas, ou só num (os bancos do jardim faziam de balizas; entre o chão e as primeiras traves deste com os seus pés de ferro nascia um rectângulo – a baliza).
Os jogos eram animados excepto quando chegava o Miguel Bastos, que pertencia aos calmeirões. Naquele tempo existiam dois grandes grupos: nós e os calmeirões. Pese embora o facto de nós sermos mais eles eram maiores.
Quando chegava o Miguel e nós já estávamos a jogar ele queria jogar sempre e quando nós oferecíamos alguma resistência ele dizia em tom alto “OU JOGO EU OU NÃO JOGA NINGUÉM”. Entretanto apanhava a bola e ficava no meio do campo a aguardar a nossa decisão. Malandro ! Bem, que remédio havia? O único: o Miguel jogava.
Apesar disso, com algumas caneladas e nódoas negras, continuávamos a jogar todos os dias e bem ou mais ou menos bem porque num remate transviado para a baliza de baixo, o Miguelinho faz com que a bola vá embater no painel publicitário do Sr. Adelino, partindo-o.
Noutro jogo, desta vez na baliza dos ferros, o Luís Torres chuta para golo... mas a bola foi bater violentamente na janela do Fernando Finuras fazendo com que o bacalhau que estava de molho ficasse “com todos”, com todos os vidrinhos da janela. Despreocupado, o nosso atleta só dizia que tinha um seguro que pagava aquilo, “vamos voltar a jogar”.
Tempo fantástico com jogos de primeira classe cheios de “suspense” pois nunca sabíamos quando aparecia o Miguel Bastos ou outros danos colaterais aos nossos jogos.

Zeca

9 de junho de 2007

Jogar às Escondidas

Em tempos que já lá vão, tínhamos, entre outras brincadeiras, a mania de jogar às escondidas. Jogávamos habitualmente nos jardins, hoje apelidados de jardim das meninas e jardim dos meninos, onde nos divertíamos bastante. Lembro-me do Milhano a esconder-se em cima dos ferros do nosso jardim, deitando-se ao longo destes para passar despercebido, ou do Pedro a esconder-se debaixo dos bancos e outros atrás dos carros estacionados, em cima das árvores, subindo por vezes o equivalente a dois andares, no meio dos “picos”, na zona do Museu de Marinha, no Jardim de Belém, na linha dos eléctricos e até em casa. Em casa ?
Sim, recordo-me de uma vez, e não foi a única, em que estávamos a jogar ao dito jogo, era de noite, e como já era tarde alguém disse, sem que o nosso amigo que estava a apanhar percebesse, “Tive uma ideia, vamos todos para casa e não lhe dizemos nada”. É claro que foi uma excelente ideia e de imediato todos concordaram. Imaginem o filme de quem estava a apanhar..., o riso de quem foi para casa... e o dia seguinte...
Apesar de tudo, continuámos todos amigos.


Zeca