
Então tem uma BOA PÁSCOA !
zeca
Esta é a nova esquina da rua. Um ponto de encontro, sem data nem hora marcada, da malta da nossa rua.

Jogavamos no passeio que encostava aos prédios Nos 3 e 5 da Rua João Bastos e utilizávamos o muro que separa o passeio da estrada para colocar um de nós, virado para a parede e de costas para os outros, a contar:
“Um, dois, três, macaquinho do chinês”
e rapidamente se virava para ver se apanhava alguém.
Os outros ficavam afastados e por detrás de um risco desenhado no chão, por um pedaço de tijolo; enquanto ele(a) dizia a frase a escassos 20 cms do muro, os outros tentavam avançar na sua direcção, rapidamente mas sem serem vistos pelo “macaquinho do chinês” pois quem for visto a mexer-se, voltava para trás do risco e começava de novo.
Quem tivesse a sorte de não ser visto, ainda tinha de aguentar o facto de o macaquinho ir ao seu encontro e fazer uma qualquer macacada para ver se um de nós se desmanchava a rir e voltava assim ao ponto de partida.
O primeiro a chegar e a tocar no muro sem ser visto pelo macaquinho, ganha e fica o próximo a contar:
“Um, dois, três, macaquinho do chinês”.
zeca

É um nome um tanto ou pouco “sui generis”. No entanto, teoria à parte, houve um tempo em que este tipo de entretenimento fazia furor nos elementos masculinos dA Rua. Todos queriam jogar.
frente a frente o que permitia, desenhar uma linha ao longo da estrada, o meio campo, e formar as equipas. Cada equipa possicionava-se no seu campo, não sendo permitido passar o meio do campo e o jogador só podia chutar, rematar ou empurrar a bola com o pé, dando apenas um só toque na bola mas a mesma tinha que, em primeiro lugar bater no passeio da nossa baliza ou então imobilizar-se antes para evitar que os jogadores da equipa adversária impedissem o percurso da bola.
Era necessário um determinado espaço para o jogo se desenrolar e muitas das vezes era A Rua João Bastos que fornecia esse espaço.
NA Rua existiam dois jogos da macaca em pedra; Um no jardim das meninas e outro no jardim dos meninos, mas também era desenhado na estrada com uma qualquer pedra que servisse para a riscar. Se desenhado, numeravam-se as casas, normalmente, de 1 a 8.
Em tempos que já lá vão, tínhamos, entre outras brincadeiras, a mania de jogar às escondidas. Jogávamos habitualmente nos jardins, hoje apelidados de jardim das meninas e jardim dos meninos, onde nos divertíamos bastante. Lembro-me do Milhano a esconder-se em cima dos ferros do nosso jardim, deitando-se ao longo destes para passar despercebido, ou do Pedro a esconder-se debaixo dos bancos e outros atrás dos carros estacionados, em cima das árvores, subindo por vezes o equivalente a dois andares, no meio dos “picos”, na zona do Museu de Marinha, no Jardim de Belém, na linha dos eléctricos e até em casa. Em casa ?