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20 de julho de 2007

C.C. Belém – C. Berardo

Começando pelo fim, que é a actualidade, devemos assinalar que no Centro Cultural de Belém foi inaugurada a maior exposição permanente de arte contemporânea em Portugal. Deriva da Colecção Berardo e cobre todo o século XX.
Aproveitem para a ver pois as actuais obras ficam no CCB, garantidamente, até 17 de Novembro pelo que, após essa data, nada indica que as peças lá expostas não sejam cedidas, temporariamente, em intercâmbios com outras instituições.
Obras de Picasso, Andy Warhol, Cesariny, Bertholo, Francis Bacon, Paula Rego entre outros, distribuídas por cerca de 2 mil metros de exposição, é obra.
O Museu Colecção Berardo, como foi baptizado, espera atrair cerca de 400 mil visitantes por ano com as exposições e actividades paralelas que por lá vão ser criadas pois tem disponíveis cerca de 9 mil metros quadrados à disposição no CCB e pretendem dar continuidade e movimento ao projecto lançado agora. Se não quiserem sair de casa podem passar pelo site http://www.museuberardo.com/ ou http://www.berardomodern.com/
Aproveitem para ver mais uma maravilha de Portugal; refiro-me ao Museu Colecção Berardo que, ao ser estabelecido um protocolo com o estado português, proporcionou-nos , acesso a uma mas maiores colecções de arte contemporânea a nível privado, em todo o mundo e, claro, está em Belém.
zeca

16 de julho de 2007

Cais Fluvial

Belém! Onde o Tejo se vai juntar ao mar.
Se quisermos deixar o postal turístico, que é Belém, para trás, de onde se destaca o actual Museu da Electricidade, o Museu dos Coches, o Palácio de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém…A Rua, podemos embarcar no Cais Fluvial de Belém, com partidas para a outra margem (Trafaria) de 30 em 30 minutos e com um bilhete de apenas 77 cêntimos.
Uma viagem de pura descontracção com pequenas gotículas de água a saltarem na nossa direcção, principalmente se forem no exterior do cacilheiro e com momentos únicos de ausência de ruído do transito citadino e com outra fantasia sonora e visual da zona ribeirinha de Belém – magnífica.
Na breve viagem entre Belém e a Trafaria, os velhos cacilheiros transformam-se em miradouros flutuantes pois saem de Belém mas sempre a vê-la noutro enquadramento e noutra perspectiva.Longe vão os tempos em que grupos organizados dA Rua iam a pé até ao Cais Fluvial de Belém (exceptuando as várias vezes em que alguém vinha a correr ou mesmo de eléctrico ou de autocarro, atrasado, para embarcar ao mesmo tempo que nós mas por vezes… apanhavam o cacilheiro seguinte), para irem para as praias da Costa da Caparica, de manhã bem cedo, carregados de sandes várias, cartas e, claro, uma bola para jogarmos futebol.
Queria salientar ainda que junto ao Cais Fluvial de Belém existe um terreiro que era utilizado para a cerimónia religiosa da bênção dos Bacalhoeiros: Os navios embandeirados fundeavam em Belém e seguia-se a missa ao ar livre no terreiro especialmente construído para o efeito, que hoje ainda existe (foto abaixo tirada no início da Segunda Guerra Mundial - navio Lusitânia que se dedicava à pesca do bacalhau).


zeca

13 de julho de 2007

Palácio de Belém

Rezam as crónicas que, outrora, os terrenos onde foi edificado o Palácio de Belém, no século XVI, pertenciam ao Mosteiro dos Jerónimos tendo sido comprados por um nobre – D. Manuel de Portugal. Em 1726, D. João V apaixonado pela beleza do local adquiriu-o para sua residência de verão. Desde então serviu de morada a muitos reis e após a Implantação da República, passou a servir de residência oficial do Presidente de Portugal.
Uma das formas de sabermos se o nosso presidente está no Palácio é verificarmos se a bandeira está hasteada.
Não vou prolongar-me muito mais pois podem aproveitar para visitar o sítio da Presidência da República Portuguesa em: http://www.presidencia.pt/ e http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/palacio
Queria apenas salientar que nos 3ºs domingos de cada mês, pelas 11.00h, deveriam assistir ao Render da Guarda, realizado pela guarda de honra do Palácio Nacional de Belém. Depois dessa Rendição Solene abrem-se as portas do Palácio ao público.
Boas visitas.

zeca

18 de maio de 2007

A Praça Afonso D'Albuquerque

A Praça Afonso D`Albuquerque em Belém tem uma forma quadrangular, tendo a sul o rio Tejo e o antigo Real Cais de Belém e a norte o Palácio de Belém, actual residencia oficial do nosso Presidente da Republica. Centralmente foi erguido um Monumento a Afonso D`Albuquerque. Uma estátua em bronze que representa o Vice Rei da Índia em 1506. O pedestal monumental com uma base octogonal, fabulosamente esculpida e trabalhada em alto relevo em pedra mármore, que sustenta a estátua, insere-se na vertente arquitectónica neomanuelina muito apreciada no século XIX com esferas armilares, cabos e cordas como elementos decorativos.
Afonso D´Albuquerque nasceu em 1462 e foi em 1503 que, ao serviço de D. Manuel I, partiu com uma pequena armada de 3 naus para a Índia. Tinha um plano para o Império que era a conquista de posições estratégicas no Indico. Substituiu D. Francisco de Almeida como Vice-Rei da Índia e conquistou feitos espantosos como Goa, Malaca e Ormuz. Ferido em combate morreu em 1515.
O monumento é inaugurado em 03 de Outubro de 1901 (na foto) e o arranjo do jardim só ficou concluído em 1905. Mais tarde, o jardim será objecto de remodelação por ocasião da Exposição do Mundo Português ficando um espaço com zonas ajardinadas, rodeadas por sebes e tendo algumas árvores como o pinheiro-manso.
Possui vários bancos e bebedouros para a pessoa poder desfrutar o silêncio.

Zeca